Mineiros percorrem 17 mil km para acompanhar a Seleção na Copa: 'A energia da torcida brasileira é diferente'

  • 24/06/2026
(Foto: Reprodução)
Mineiros percorrem 17 mil km para acompanhar a Seleção na Copa Enquanto milhões de brasileiros acompanham a Copa do Mundo pela televisão, três amigos de Borda da Mata (MG) atravessaram os Estados Unidos para viver a experiência de perto. Em 15 dias, o grupo percorreu mais de 17 mil quilômetros e assistiu aos dois primeiros jogos da Seleção Brasileira, em Nova York e Filadélfia, passando ainda por Atlanta. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O advogado Antonio Narcy de Paiva Mello, de 36 anos, e os empresários Luiz Guilherme Cobra Brandão, de 42, e Pedro Brandão, de 39, planejaram a viagem meses antes do torneio, mesmo sem saber onde o Brasil jogaria. “Começamos a planejar em agosto do ano passado. Em outubro, compramos as passagens de São Paulo para Atlanta sem saber onde o Brasil iria jogar. Foi meio na sorte mesmo. A gente pensou que Atlanta, por ela estar perto de outras cidades que teriam jogos, facilitaria os deslocamentos depois”, conta Antonio. Da esquerda para a direita, os amigos: Pedro Brandão, Luiz Guilherme e Antonio Narcy Arquivo pessoal/Antonio Narcy de Paiva Mello Em entrevista ao g1, Antonio conta que recebeu apoio da família. “Foi tranquilo. Sou casado, tenho um filho de 2 anos, então teve toda uma conversa em casa. Mas sempre souberam que esse era um sonho meu. Quando comprei a passagem, falei: ‘agora não tem mais volta’.” O advogado ainda falou sobre o alívio que o grupo sentiu após o sorteio realizado em dezembro. “Por sorte, o Brasil não caiu em jogos no México ou no Canadá, e acabou jogando em Nova York e Filadélfia, que ficam relativamente perto de Atlanta. Isso facilitou muito a logística”, relata. O trio passou por Atlanta, onde ficou por dois dias, seguiu para Nova York, onde assistiu ao primeiro jogo do Brasil, e depois viajou de trem até a Filadélfia, onde acompanhou outra partida da seleção e outros jogos do torneio. Entre jogos e deslocamentos, o trio também faz questão de levar o nome da cidade natal para diferentes partes dos Estados Unidos. “A gente leva o nome de Borda da Mata para todo lugar. Onde a gente vai, fala que é do Sul de Minas. A gente carrega bandeira, tira foto, mostra a nossa cidade”, conta Antonio. Bandeira com o nome de Borda da Mata acompanhou o trio em estádios e pontos de encontro da torcida brasileira Arquivo pessoal/Antonio Narcy de Paiva Mello Corrida pelos ingressos Se organizar a viagem não foi difícil, garantir presença nos estádios exigiu planejamento e antecedência. “A questão de logística, hotéis e passagens foi mais fácil. O mais difícil mesmo foram os ingressos. A procura é muito grande e os preços são altos”, explica Antonio. Parte das entradas foi comprada ainda na fase inicial de vendas, pelo site da Fifa, o que ajudou o grupo a se programar melhor. Mesmo assim, ele diz que a dificuldade ainda é uma realidade para muitos torcedores. “Até hoje a gente vê muitos brasileiros tentando comprar ingresso, correndo atrás, negociando o tempo todo. Quem não conseguiu antes está tendo bastante dificuldade”, relata o advogado. A festa da torcida brasileira pelo país Torcedores brasileiros lotam a Times Square Arquivo pessoal/Antonio Narcy de Paiva Mello Além dos jogos, o que mais impressionou o grupo foi o clima criado pelos torcedores brasileiros nas cidades-sede. “Nova York estava tomada de brasileiros. A Times Square parecia a Avenida Paulista. Você andava na rua e só ouvia português, no metrô, nos restaurantes, nas lojas. Chegamos de trem em Filadélfia e na estação só havia pessoas com a camisa do Brasil. É uma festa muito bonita", relembra Antonio. Para Luiz Guilherme, esse é um dos grandes diferenciais da experiência. “A energia da torcida brasileira é diferente. Onde o Brasil está, parece que estamos jogando em casa", diz o empresário. Pedro também destaca o clima entre torcedores de diferentes países. “O mais legal da Copa é essa união. Você vai a uma Fan Fest ou a um jogo e encontra gente do mundo inteiro. Isso torna tudo ainda mais especial.” Antonio também acabou chamando atenção entre os torcedores por um acessório que virou marca registrada. “Eu não tenho superstição, mas uso sempre a peruca verde e amarela. Ela faz sucesso. Todo mundo pede para tirar foto, vem conversar. Acho que isso faz parte do clima da Copa.” Sonho realizado Mineiros consideram a viagem um sonho realizado Arquivo pessoal/Antonio Narcy de Paiva Mello Para os três amigos, acompanhar uma Copa do Mundo de perto era um sonho antigo, mas um momento, em especial, marca a experiência. “O momento mais marcante é o hino nacional arrepiando o estádio inteiro. Quando começa a tocar e todo mundo canta junto, é aí que a gente sente de verdade que está numa Copa do Mundo”, conta Antonio. “Quando a gente entra no estádio, passa a catraca, vê aquele ambiente e as seleções entrando em campo… ali já bate diferente. Mas o hino é o momento mais especial, pois é quando você entende tudo aquilo que está vivendo”, completa o advogado. Para Luiz Guilherme, a experiência vai além das palavras. “Entre milhões de apaixonados pelo futebol, tenho o privilégio de viver um sonho de infância no maior palco do esporte mundial. É uma emoção que palavras dificilmente conseguem traduzir”, diz emocionado. Pedro também destaca a intensidade do momento. “Para quem ama futebol, viver a Copa dentro do estádio é outra história. É uma energia que eu vou carregar para o resto da vida", finaliza o empresário. Amigos viajam de trem para a Filadélfia Arquivo pessoal/Antonio Narcy de Paiva Mello Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/06/24/mineiros-percorrem-17-mil-km-para-acompanhar-a-selecao-na-copa-a-energia-da-torcida-brasileira-e-diferente.ghtml


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